tags
___Prezados leitores, eu sei: tenho andado meio devagar aqui com meus posts, e mais ainda com o meu querido (e limado de uma lista que eu tinha muito orgulho de estar listado) Bookshelf of Death. Preguiça mesmo, admito. Mas as atividades continuam, e agora eu pretendo dar um flight mais prolongado e constante aqui.
A outra coisa que vcs podem ter reparado é que essa coluna já se chamou Revista de Sexta-Feira, Revista pro Final de Semana, Revista pro FDS, Revista (do) Final de Semana (um prenúncio de que a coisa tava desacelerando) e, agora, Revista da Semana. Mas é tudo a mesma coisa, vamos deixar combinado.
Vamos aos fatos então. Nesses últimos dias (depois eu posto uma foto) eu andei comprando muita coisa, e não foi só revista. Merece um post maior, mais elaborado, que eu vou tentar colocar no ar nessa semana, e tem muita coisa boa. Desde a Mariah Carey toda hot na iD, até os livros novos de Nick Hornby, Slam, e Miranda July, que agora me fugiu o nome certinho, mas alguma coisa como “Eu sei que vc sabe do que eu estou falando”, com uns contos muito legais. Têm ainda 2 Cds (?), Jamie Lydell e New York Ska-Jazz Ensemble, e uns LPs que eu comprei na Trezeta. Fora a Monocle nova, a Transworld Skateboarding (estou começando a questionar a Thrasher), o vÃdeo da Lakai (baixei na internet mas vou comprar), os podcasts do Gui, e o livro Thousand, com mil polaroids do fotógrafo Philip-Lorca diCorcia, editado pela SteidlDangin - um joint venture entre a melhor editora de livros de fotografia do mundo, a Steidl, com o cara que é considerado o rei do tratamento de imagens, Pascal Dangin (conheci ele aqui nessa reportagem). Vou falar sobre tudo isso, promessa é dÃvida, kid.
Agora sim, a revista. Eu já tinha postado a Fantastic Man no Bookshelf há uns seis meses, ou um ano, depois de ler sobre ela no MagCulture. E eu vou te falar uma coisa: se o Jeremy Leslie, editor do site, repara numa revista, eu vou correndo atrás pra conferir. E com a Fantastic Man não foi diferente. A revista holandesa é realmente uma obra de arte editorial. Consegue ser ao mesmo tempo simples e sofisticada, sóbria e bem-humorada. A Monocle anuncia lá, e colocou um anúncio assim: Coolmen read Monocle. Simple as that, kid.
Pois eu achei a última edição da Fantastic Man na minha revistaria preferida, a Farah’s Book, e comprei. Na capa, Tom Ford, que está tratando de organizar sua marca pra se tornar referência em luxo e sofisticação, e está conseguindo. Tudo bem que eu já cansei um pouco desses retratos do Tom Ford, sempre com a cabeça inclinada uns 15 graus pra esquerda, aquele olhar 43 e com 2 opções extras: com camisa ou sem camisa, mas isso é outra história. De toda forma, ele merece estar na capa de uma revista com esse nome, ninguém vai negar que o cara está podendo.
A revista traz ainda um perfil muito interessante de Tobias Meyer, o leiloeiro mais disputado pelo mercado internacional de arte contemporânea, as peças preferidas do guarda roupa de Scott Schumann (dono e editor do The Sartorialist), e um prático editorial de moda ensinando como usar seu pijama pra ir na padaria. E, pra finalizar em grande estilo, uma matéria linda sobre cartas - sim kid, as cartas, aquelas escritas a mão, ou máquina de escrever, em papel no formato Letter.
Coisa sofisticada mesmo. Esses caras têm bom-gosto.
 
___
Lembra que eu falei aqui dos Coworkings? Pois então, pra entender melhor dá uma olhada aqui no Link do Estadão de hoje. E lembra que eu falei que o negócio do skate está comendo pelas bordas? Poisé. Não é pouca coisa. O site da Mother London, considerada pelo mercado como a agência mais moderna e antenada do mundo, é uma session (depois de um introduçãozinha bem chata).
___
Já é meio lugar-comum afirmarmos que “São Paulo fica uma delÃcia em feriado, que todo mundo sai pra viajar, a cidade fica vazia, sem trânsito, blablablabla…”, mas eu acho que é verdade. Não que eu seja um frequentador assÃduo de restaurantes e bares badalados e lotados, mas eu me aproveito sim, por exemplo, do café tranquilo, com A MINHA POLTRONA vaga, sem ninguém sentado deixando scrap no Orkut. E, logicamente, feriado é uma excelente oportunidade pra dar uma passada na banca e atualizar os estoques. Eu ia fazer esse post na sexta, é verdade, juro que me prontifiquei para tal, mas não deu. Comprei uma leva de revistas na quarta-feira, e na sexta a minha fornecedora oficial, a Nice, me ligou dizendo que havia chegado mais coisa. Voltei lá. Comprei mais duas e pronto. Vamos aos fatos.
Vogue Paris
Alguém aà saberia me explicar por que eu, Charlie Brown e talvez todos os outros homens do mundo somos tão fascinados pelas ruivas? Pois foi esse mistério que me fez comprar a versão francesa da Vogue, só por causa da Julianne Moore na capa da edição de Maio, em foto do Mario Testino. Que mulher linda, verdadeiramente linda. De tirar o fôlego. Estou magnetizado pela capa da revista, com as cores usadas pelo diretor de arte, com aquele mulherão olhando pra minha cara. Tenho inclusive tentado manter a Vogue Paris sempre por cima da pilha de revistas!
The World of Interiors
Alguém escreveu esse dias que o tÃtulo inglês da Condé Nast era algo como “deliciosamente idiossincrático”. Encomendei, comprei, li e, fora a única matéria que eu consegui achar dentro de um emaranhado esquisito de anúncios e promotions, a revista é muito ruim. Economize o seu deliciosamente idiossincrático dinheiro.
Gentleman’s Quarterly
Look Sharp, Live Smart é o adequado lema da GQ americana (n.e.: não entre nas GQs inglesa ou portuguesa, e saia correndo da versão italiana), revista que eu venho comprando com uma certa frequência nos últimos tempos. Quer saber? Eu não sou muito de ficar procurando dicas de estilo e elegância, mas a GQ é realmente bem esperta, trata as questões do universo masculino com bom-humor e inteligência, e traz alguns detalhes que, confesso, já andei tentando incorporar ao meu discreto repertório. A edição de Junho tem o Shia LaBeouf na capa, que deve ter sido escolhido para contracenar com o Harrison Ford em Indiana Jones por causa do nome esquisito e exótico. (Brincadeira: o cara é istáile, lembra o Russel Crowe com 90 quilos a menos).
The Skateboard Mag
Bem antes de eu me aventurar com as vias de fato eu já lia a Thrasher, tÃtulo que é o lÃder inconteste em prestÃgio no meio do skate. Mas é assim: o nome da revista é legal, o logo da revista é fantástico, e dá pra ter um big-picture bem legal desse mundo, mas é uma revista pra moleque, doidona, fica difÃcil em alguns momentos separar o que é editorial do que é propaganda. Então eu topei comprar essa pra ver. Além do formato maior, eu achei o projeto gráfico mais claro, de melhor qualidade, o que torna a leitura mais lógica (ou seja: possÃvel). Em relação à direção de arte, um feature que, se eu não me engano, foi inventado pela Thrasher (alguém?) e virou padrão no mercado: as indefectÃveis sequencias de fotos, como um stop motion, de manobras aparentemente suicidas. Muito boa a revista, gostei, e se eu encontrar de novo eu levo.
WallPaper
Não sei se eu já falei aqui antes que eu sou fanzoca da Wallpaper, me lembra muito os tempos em que eu trabalhei no estúdio do Giovanni Bianco. Eu vinha de uma parte do mercado de design que se ocupava de embalagens de sabonete e relatórios anuais de bancos, e de repente dei de cara com uma estante de uns 10 metros de comprimento por uns 3 de altura só com tÃtulos como ID, W, Vogues do mundo inteiro e, claro, Wallpaper. Foi uma espécie de descoberta de um outro planeta. Desde então eu passei a comprar a revista, que tratava e ainda trata de todos os interesses de quem trabalha ou simplesmente gosta de assuntos que envolvem a estética contemporânea, internacional e cosmopolita. Moda, design, arquitetura, arte, fotografia, a vida nas grandes cidades do mundo, tudo com muito estilo. Além de um pouco de futilidade, claro, que ninguém é de ferro. Tá certo que aos poucos vc vai reparando nas chatices da revista, como a mania de fazer trocadilhos em todos os tÃtulos de matérias, mas isso passa. A revista é muito boa, sempre com alguma novidade bacana. E entre as novidades de sempre, uma coisa que a Wallpaper tem feito com êxito é lançar edições com diferentes capas inter-relacionadas, “colecionáveis”, e a edição de Junho, denominada “The Work Issue”, vem em uma série muito legal de capas feitas em alltype. Bom gosto, kid, bom gosto.
…
Bueno, tomara que eu tenha alguma revista nova pra dar aqui na sexta.
E Paula, tá aÃ, atendendo especialmente ao seu pedido. Bj querida, A.
___
Na minha época de faculdade, Arquitetura e Urbanismo no Mackenzie, havia dois points que me atraÃam particularmente. Um era o Bar Central, aka Waldemar, que além de ter o café expresso mais forte do mundo, preparado com a sutileza de uma morsa por um barista chamado “Baiano”, era o local que reunia, vamos dizer assim, os enfants terribles da faculdade. Alà se tramava, entre milhares de planos e idealizações, coisas como “a verdade sobre Oscar Niemeyer” ou movimentos como o “Neo-racionalismo paulistano”. Era a parte romântica da história, molecada de nem 20 anos. Mas não por acaso, o pessoal do - extinto há anos - Bar Central, hoje, forma um belo time de profissionais, unidos pelo genuÃno instinto do empreendedorismo.
E o outro era um salão no segundo andar (ou era no primeiro?), com grande mesas, pra uso comum. Quem precisava terminar um projeto, começar um trabalho, estudar, ou seja lá o que for acabava nesse salão, com uma janela enorme, com vista para a entrada do Campus. Um lugar fantástico. Pessoas que talvez não se conhecessem, a faculdade tinha bastante gente, trabalhando alÃ, juntas. De alguma forma, era um troca de experiência. Todos alà poderiam escolher uma sala vazia, tinha sempre alguma, ou poderiam ir pra casa pra trabalhar em paz, mas não. Acabavam todos no salão do primeiro andar (ou segundo, sinceramente eu não lembro mais).
Pois eu acho que o tal do salão e o Bar Central, juntos, hoje em dia teriam um nome. Coworking. Sim, Coworking, um conceito que está surgindo nas grandes metrópoles do mundo na mesma toada do surgimento das redes wireless públicas e dos profissionais que não precisam mais passar o tempo todo sentado no escritório. Sacou? Um Coworking, então, é um espaço público, na maior parte dos casos cafés, usado por profissionais que não querem trabalhar em casa mas querem se sentir dentro de um ambiente de trabalho.
Eu mesmo já escrevi muitos posts (muitos mesmo), já criei campanhas, projetos, e tudo mais, a partir de um café nos Jardins. Junto com um grupo que se formou a partir de conexões realizadas a partir da rede wi-fi do próprio café, já tramamos planos incrÃveis de dominar a internet, inventamos o termo blogolândia, ajudamos a trazer o universo dos blogs de moda, design e comunicação brasileiros para um plano bem maior e mais importante. Isso junto com pessoas que, em suas diferentes mesas e áreas de atuação, também se nutriam da mesma internet (gráts), dos mesmos cafés (pagos) e da mesma energia criativa que esses lugares, de alguma forma, reúnem.
Não conhece ou não frequenta nenhum Coworking Spot?
Então tá aqui um guia pra vc, criada pelo meu amigo MZ, Coworker notório, que aliás foi quem me falou pela primeira vez dessa história. E vai lá, talvez a gente acabe trabalhando junto!
___
O cara que fez as minhas quatro tatuagens costuma fazer uma certa cara de tédio se vc perguntar pra ele o significado de um desenho tal. Ele não fala, dá de ombros, resmunga: cada um que faça a sua interpretação. Pode parecer meio frustrante levar uma resposta dessas bem naquela hora em que vc tá tomando coragem de fazer uma tatuagem de dragão no seu braço direito inteiro, mas pensando bem ele tem razão. Cada um, cada um.
Pelo menos no meu caso, e talvez também em todos os clientes da Miami Ink, as tatuagens servem para materializar ou expressar algum sentimento Ãntimo. As tatuagens que eu vejo em outras pessoas me trazem uma certa sensação de urgência, como se cada uma fosse um pedido de ajuda, uma voz pedindo “me entenda, me interprete, por favor”. Porque dentro de um desenho pode caber o que o freguês quiser. É a materialização na pele, à custa de uma dose de dor e sangue, de um amor, de uma perda, de uma conquista ou do que for. Só na minha menorzinha, no pulso, cabem sentimentos tão antagônicos quanto desejo e renúncia, felicidade e tristeza, realização e frustração. Só não cabem aqui arrependimentos ou ressentimentos: depois que tá na pele, cat, não sai mais.
Acho que é um sentimento moderno essa necessidade de apego e de materialização. As pessoas querem se apegar às coisas materiais. Ouvir uma música em MP3 é bom, mas ouvir uma música com uma capa de disco na mão é melhor, entende? Ler uma matéria na internet é prático e útil, mas ler uma revista ou um livro, sentado numa poltrona, é prazeroso e gratificante. E ter momentos, lembranças, conflitos ou certezas impressos na pele, pra todo mundo ver, é de alguma forma um descanso. Acho que tudo isso tem a ver com o que eu costumo tratar aqui no Bookshelf, tudo a ver com quem lê aqui o que eu escrevo. Estamos no mesmo barco.
Ops! Me empolguei no tema e quase me esqueci do subject:
A revista pro final de semana?
A Inked de maio, logicamente, kid.
__
Falei no post anterior das minhas aventuras e desventuras em cima de um skate, e comentei que, além de eu estar envolvido com o esporte, também estou de olho em como essa história está influenciando a comunicação e a moda. E a moda, logicamente, também está tomando coragem de dropar nesse mundo. Dia desses a Mariana Weickert (uma revelação na televisão, by the way), no GNT Fashion, andou passeando pelas skateshops por aà pra entender a estética do esporte e, pra ela, ainda muito imersa na história dos estilistas e semanas de moda, uma supresa: o que o pessoal chama de street style, moda de rua, não é muito mais que a vestimenta oficial dos skatistas.
Boné e bermuda? Não, kid. Calças jeans justas, sneakers, camisetas e acessórios das marcas mais influentes de hoje em dia, como Nike, Adidas, Puma, Oakley, Vans e etc, pra falar de algumas operando no Brasil. Dá uma passadinha na Osklen, que adotou essa estética faz um bom tempo, ou em qualquer loja da Galeria Ouro Fino (sempre um reduto da nova moda paulistana) pra entender do que eu estou falando. Quer mais? Vc viu a propaganda da Parmalat com os lendários bichinhos empurrando Sandro Dias, um dos maiores nomes do Brasil no esporte? Pois foi o mesmo Sandro Dias, radicado nos EUA, que andou dando uma entrevista no Meio & Mensagem se queixando com razão dos publicitários e das marcas brasileiras, que usam muito mal essa cultura, coisa que é inversa nos Estados Unidos, onde o também brasileiro Bob Burnquist é garoto propaganda de portentosas e lucrativas marcas de óculos, tênis, roupas e vÃdeos que são comprados torrencialmente pela molecada. Aliás, essas mesmas marcas produzem vÃdeos incrÃveis, e é legal observar que quando a garotada compra um vÃdeo desses, está comprando a própria propaganda da marca. Pra depois voltar na loja e comprar o tênis, o boné, a camiseta, os óculos e tudo o que sobrar nas preteleiras.
–
Bottomline: se de skate eu entendo muito pouco (por favor visitem o meu vizinho de blog, o Zodi Rolê, do Carlinhos Zodi, que sabe tudo desse mundo e que eu quero conhecer pessoalmente) e ando menos ainda, de moda e comunicação eu posso até dar meus pitacos. E lá vai um agora: se vc está planejando falar com um público jovem, bacana, antenado e disposto a consumir produtos relacionados à uma cultura saudável e fortemente estabelecida em qualquer metrópole do mundo, considere o skate como linguagem. E deixa eu voltar pros meus ematomas e escoriações, enquanto penso em alguma coisa inteligente a respeito.
PS. Estava aqui com esse post pronto pra ir pro ar quando eu vi o comment do Carlinhos Zodi na primeira parte da história, publicada na segunda. Valeu Carlinhos, quero ir sim. E vc pode me filmar também. Mas não vai achando que eu sou um prego desenganado. Hahahahaha! Valeu!
Domingão desses e lá estava eu, vestido como uma espécie de Master Chief radical, skate na mão, contemplando um buraco de concreto até pequeno para os padrões, mas suficientemente amedrontador pra um cara de 35 anos e quase 90 quilos contra a gravidade. Ao meu lado, meu filho de 8 anos, também todo equipado, olhando pra mim com um aparente temor de perder o pai naquela brincadeira, atenuado apenas por uma certa dose de incredulidade: o cara não pode estar falando sério. Daà chega um garotão, metade da minha idade e no mÃnimo o dobro da minha capacidade fÃsica e, simpático, comentou: vc anda vertical, né? Resposta: não, ando na horizontal mesmo, e ainda assim com todo cuidado. Estou aqui pra estimular o meu filho a andar e tal… Muito maduro da minha parte, ok, mas aquilo não me caiu bem. Como é que aquele cara, tatuado e equipado, parecendo um velho lobo das pistas de skate, anda só na horizontal? Não. Meu senso de ridÃculo não permite esse tipo de incoerência e, além do mais, eu não posso ficar aqui parecendo um tiozão com crise de meia-idade colocando as articulacões da bacia em risco. Resultado: lá vai eu tentar dropar o buraco de concreto. O garotão me ensinou alguns truques, aconselhado por um outro, de dez anos. É só respirar fundo, faz isso, faz aquilo, e depois é só correr pro abraço. E eu fui.
Frustrando todas as expectativas dos meus jovens e otimistas instrutores, os meus 90 quilos despencaram feito uma picanha ladeira abaixo, e a primeira frase que eu ouvi, assim que recobrei os sentidos, foi “pai, eu te amo“, uma espécia de despedida do meu filho, caso realmente eu passasse daquela para melhor. Pra nossa sorte não foi dessa vez, e apesar da dificuldade de sair do buraco, não desisti de andar de skate. Só que a partir de então com expectativas mais realistas. Ou seja: na horizontal mesmo, evitando ângulos maiores que 20 ou 30 graus.
Mas, mesmo coberto de gelol e merthiolate, esse lance de skate me pegou, e eu também passei a prestar atenção na dimensão desse esporte no contexto da cultura urbana, da comunicação e do consumo. Já faz um tempo que eu ando observando que o skate continua com aquela aura de rebeldia e contra-cultura, mas não é mais aquela coisa que já justificou bordões do tipo skate or die, skate and destroy e outros que tinham muito a ver com a repressão policial que os primeiros praticantes do esporte amargavam. Os bordões continuam, faz parte da aura e da cultura do esporte, mas as pistas de skate que estão aparecendo por aà são democráticos pontos de aglomeração de gente nova e bacana. E eu estou intrigado. Amanhã eu vou falar das implicações dessa cultura no moda, na comunicação e no consumo.
Peace, kid.
Comentários recentes