Revista Trip

 
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Postado em 21.08.2008 | 13:18 | Arthur Veríssimo
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Se liga nos olhos da estatua MEDOOOOOOOOOOOOOOOOOOO. nara-rosto.JPG As imagens continuam gravadas como icebergs quase eternos trafegando diante dos meus sentidos. A viagem para a Islândia e Groenlândia fez-me entrar como noviço no portal das sagas dos vikings. Deixo para trás as montanhas, elfos, banhos termais, vulcões e dias polares e mergulho novamente no caos urbano de São Paulo. Mal cheguei do Circulo Ártico e inicio a preparação para a maior de todas as aventuras pelo Himalaia. Fazer à peregrinação a montanha mais sagrada do planeta, o Monte Kailash. Não estou de bromas. Tenho realizado diariamente treinamentos para superar os obstáculos e dificuldades de altitude. A caminhada promete. Como é bom retornar a boa e poluída São Paulo. nara-japao.JPG
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Postado em 14.08.2008 | 19:42 | Arthur Veríssimo
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O verão na Islândia é recheado de atrativos. Na parte norte da ilha na pequena Husavik com seus pouco mais de 2.500 habitantes o grande lance é sair mar adentro e delirar com o show das baleias. Nesse dia avistei duas dezenas de varias espécies: baleias azul, mink, fin, jubarte e duas orcas. Na volta fui conhecer um dos museus mais bizarros do planeta. falo01.jpg O Icelandic Phallological Museum. Caríssimos leitores o local conta com um acervo de mais de 180 pirocas de quase todas as espécies de mamíferos, terrestres e marítimos da fauna islandesa e mundial. A coleção dispõe de 52 exemplares de 15 tipos de baleias. O colecionador e diretor da FALOTECA, Mister Sigurdur Hjartarson nos conduziu pelo reduto e apresentou os seus preferidos. falo02.jpg O tiozinho veio com um papinho "bem loko" dizendo que já tem três pênis de macho prometidos para sua coleção, no pós-morte. As doações estão comprovadas através de cartas escritas pelo próprio punho dos doadores em potencial. E com um olhar de Hannibal Lexter lançou que está procurando novos voluntários. Tiozinho esquisitão né? Dá uma olhada na foto. falo03.jpg falo04.jpg falo06.jpg falo07.jpg falo08.jpg
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Postado em 08.08.2008 | 19:15 | Arthur Veríssimo
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mosquito1.jpg Por falar em Eskimo, como a maioria dos nativos do Ártico é chamada, o significado da palavra na linguagem Athapaskan é "comedores de carne crua". Dar um rolê pelo vilarejo é uma experiência única. Os Eskimos adultos ficam na miudinha e quem se aproxima como em qualquer parte do planeta são as crianças. Elas se divertem com a turistada desesperada com a quantidade de pernilongos e mosquitos que grudam no pescoço e pela face. A sorte para a maioria é que na recepção do único hotel vendem-se mosquiteiros para a cabeça. No ultimo censo de Kulusuk foram detectados 356 habitantes Inuits e 4 estrangeiros. O que impressiona é a quantidade de cachorros presos na frente de suas respectivas casas. São os famosos cachorros eskimos que fazem corridas de trenós em equipes e atravessam longas jornadas pelo interior da Groenlândia. A raça é conhecida como Malamute. Conversando com um treinador Inuit de Malamutes ele nos disse que esses cães suportam até 300 quilômetros diários em travessias. Os cães evitam as irregularidades dos terrenos e parecem saber sempre onde se encontram. Como autênticos cães de caça, eles perseguem o rastro dos ursos polares, caribus e raposas. Gostaria de deixar claro, como esse dia radioso e brilhante na Groenlândia, que essa raça não é o Huskie-siberiano branco-acinzentado que observamos pelos parques e ruas das grandes metrópoles brasileiras. malamute_1.jpg Os malamutes dessa região possuem uma pelagem marrom-creme, têm longos e duros cabelos e uma espessa manta lanosa que os isolam do frio. São grandes companheiros. Sempre no grupo existe o líder da matilha, que garante sua liderança à base de dentadas. Gostaria de saber se existem criadores no Brasil. Por incrível que pareça eles estão perdendo terreno para os veículos adaptados a neve. Seria o fim de uma grande tradição. arthur_cao.jpg Arthur Veríssimo, direto da Islândia
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Postado em 08.08.2008 | 19:00 | Arthur Veríssimo
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islandia_abre.jpg Na pequena Kulusuk, na parte leste da Groenlândia, para quem gosta da luz solar os dias no verão são de 24 horas. Essa região na Groenlândia é coberta por maravilhosos cenários, fiordes exuberantes. Para os amantes da natureza que gostam de caminhar o local é o shangri-lá. arthur_tiozin1.jpg A viagem de Reykjavik, capital da Islândia, até o aeroporto de Kulusuk foi realizada em duas horas cravadas. Estou em estado de êxtase diante de tanta maravilha. Tudo é espetacular. O estado selvagem da natureza encontra-se na sua quintessência. O vilarejo de Kulusuk está encravado na borda de uma montanha e com dezenas de casinhas coloridas. O estilo de vida dos Inuits, um dos ancestrais grupos habitantes do Ártico, continua como se estivéssemos a séculos no passado. Acompanhei uma performance de um caçador de focas em seu Kaiaque, que mais parece uma embarcação de guerra, cheia de traquitanas bélicas. Vocês sabiam que o famoso casaco-protetor de chuva Anurak foi criado pelos Inuits. O casaquinho descolado com capuz que você desfila pelas ruas, e praias do Brasil nos dias chuvosos, foi criado pelas incansáveis esposas dos Eskimos, com a pele e gordura das focas. kaiaque_221.jpg kaiaque_11.jpg Arthur Veríssimo, direto da Islândia
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Postado em 05.08.2008 | 17:41 | Arthur Veríssimo
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destaq_ilsandia.jpg Reykjavik é considerada por viajantes rodados e calejados como a cidade mais segura e antenada do planeta. Com pouco mais de 140 mil habitantes Reykjavick possui opções detonantes de restaurantes, shows, baladas, museus e passeios que muita metrópole de milhões de habitantes nunca sonhou em ter. O jornalista e reverendo Fábio Massari descreve cirurgicamente em seu livro Rumo à estação Islândia o mapa da mina da cena do rock e seus derivados , a balada fortissima da terra da Björk. Sou vegetariano desde o século passado e existem três restaurantes com comida organica deliciosa na parte central da cidade. Alias, aqui comida e orgânico são sinsinônimos, uma vez que o país proibe o uso de fertilizantes químicos. O Anaesto Grosum é sem sombra de dúvidas um dos melhores do mundo com acepipes e guloseimas apetitosas. Uma das maravilhas na Islândia é como eles lidam com a energia e se encontram a anos luz de distância do restante do planeta. Nas casas, quitandas e banheiros públicos a água ja vem fervendo das fontes termais. Na capital, carros rodam a base de hidrogênio e ônibus de metano. Hoje é uma data histórica na ilha. Os termômetros bateram o record de 27 graus centigrados . O último recorde registrado na ilha data de 1930, com raros 24 graus para um dos lugares mais frios da Terra. O povo islandes é o mais sintonizado a respeito do aquecimento global, elevação dos oceanos e novas fontes de energia. A Islandia pretende atingir em breve a marca de primeiro país completamente verde do mundo. Existe lava por toda a parte, cobertas de turfa e vegetação rasteira. A ilha detém um total de 22 vulcões ativos além da terceira maior calota de gelo do planeta perdendo apenas para a Groelândia e Antartica. Ontem fui conhecer a majestosa geleira de VATNAJOKULL que ocupa 12 por cento da ilha. Naveguei pela lagoa de Jokulsarlon onde imensos icebergs azulados cobertos de poeira vulcanica negra compoem o cenário onde muitas cenas de películas foram filmadas. Entre os filmes, Lara Croft - Tomb Raider e dois James Bond. E por sorte tive direito a um extra com um balett de focas selvagens que a tempo nao eram avistadas no local. Toda a energia geo-térmica que é gerada na Islândia vem do fato da ilha estar localizada entre as placas tectônicas da América e Eurasia, com um fluxo intenso de lava correndo no subsolo. Na volta do passeio eram 8 da noite e fui dar um mergulho em uma piscina pública. O sol continuava fervendo. DE REYKJAVICK ARTHUR (MAGNUSON) VERÍSSIMO.
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Postado em 30.07.2008 | 15:10 | Arthur Veríssimo
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A saga continua pelos confins do continente Ártico. O ponto de chegada é a cidade de Reykjavik, capital da imensa Islândia. Vulcões, lava, vikings, gelo, geleiras negras e um povo ligadíssimo na tecnologia geotérmica. Ja se passaram cinco dias desde que pisei em solo islandês e por incrível que pareça ainda não vi a escuridão da noite. Os dias são inesgotáveis. O lusco-fusco arrasta-se da meia-noite e se estende até as três da matina, quando o sol retorna turbinadíssimo. Ontem, caminhando na área central da cidade, um bêbado se jogou na frente de um ônibus e saiu o motorista e o auxiliar. Um deles empurrou o bebum e a multidão colou no pedaço a favor do Bukowisk de plantão. Acreditem... botaram o ônibus para andar. Pela primeira vez na vida vi, em um canto do planeta, um bêbado ter razão. lagoon_islandiaok.jpg Para quem não sabe estamos na terra natal da Bjork, do Sigur Rós e do Prêmio Nobel de Literatura Halldor Laxness. O rock, a literatura e as artes plásticas dominam a vida desse lugar com pouco mais 300 mil habitantes e do tamanho da Inglaterra. Acabei de chegar de uma terma que fica dentro de um imenso tanque natural de lava. A enigmática Blue Lagoon com sua água leitosa azulada. Terra de elfos, gnomos, trolls e jarovergar. Pelo menos 99% da população da Islândia acredita nos seres dos mundos secretos, e 100% em extraterrestres. E você, acredita em elfos e fadas? Conto no próximo post a historia deles. Arthur Veríssimo, direto de Reykjavik [Islândia]
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