Postado em 19.09.2008 | 13:45 | Arthur Veríssimo

A estrada como sempre seduz, atrai e magnetiza a vida. Percorrer cenários lunares e desconhecidos revigora o equilíbrio e harmoniza a inquietude.
Vivo intensamente neste exato momento ao lado da minha barraca de nômade. O frio é de apavorar. Haja meditação e trekking religioso.
Durante o início estava cabrero diante da possibilidade de acampar nesta friaca tibetana.Com o tempo meu corpo foi criando um campo de força de proteção. Banho é algo impossível. Para vocês terem uma idéia, os nômades nesta área lavam seus corpinhos queimadíssimos de sol, apenas uma vez por ano.
O espírito flana com o vento e os imponentes cachorros tibetanos devoram o resto de comida dos nossos anfitriões.
A tranqüilidade e o gelo aquieta os preconceitos arraigados. Lanço ao espaço tudo aquilo que não vale mais a pena carregar, neste final de tarde a 4.900 metros de altitude.
O frio promete nesta madrugada uma temperatura de apenas 7 graus negativos. Tá fácil.
Tashi Delek.