Estou a caminho do aeroporto tendo como destino a cidade de Katmandu no Nepal. Recentemente o pequeno reino encravado no Himalaia foi declarado República. O acordo para a abolição da monarquia nepalesa foi assinado pelos líderes dos sete partidos políticos, juntamente com a monarquia e os rebeldes maoístas. Para quem não sabe, esta atual monarquia foi criada em 1769 e deu início a uma dinastia em que os reis são considerados nada mais que reencarnações do deus Vishnu.
Recordar é viver: no dia primeiro de junho de 2001, o príncipe herdeiro Dipendra em um acesso de fúria, drogas e descontrole, dizimou a família real em um jantar de confraternização da realeza. Na carnificina morreram o venerado Rei Birendra, a rainha Aishwarya, dois irmãos, tios e tias. O Nepal ficou em estado de choque. Com o país no caos, foi coroado Gyanendra, irmão de Birendra, como décimo primeiro Rei da dinastia Shah. Muitas hipóteses e versões desencontradas foram investigadas sobre o que aconteceu nos bastidores do jantar macabro. Rumores de conspiração, borbulham até os dias de hoje. Os astrólogos da corte ficaram em péssima situação por não terem detectado ou prevenido o episódio fatídico.
O que observo depois de muitas investigações é que com o fim da monarquia existe muita esperança de uma reviravolta na qualidade de vida e paz entre os nepaleses.
Chegando em Katmandu mando mais notícias.
C'est la Vie
Arthur V.

































