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Douglas Adams
O Dia da Toalha, posteriormente ampliado para o Dia do Orgulho Nerd ou Dia do Orgulho Geek, nasceu como a comemoração da vida e obra de Douglas Adams, gênio britânico por trás da comédia de ficção-científica O Guia do Mochileiro das Galáxias. A série de cinco romances, várias séries de rádio, adaptações para o teatro e um longa metragem, só pode ser comparada a Star Wars quando o assunto é popularidade e impacto na cultura popular. Traduzido em mais de 30 línguas, a série ganhou o imaginário coletivo com seu senso de humor apurado e certeiro, perfeito para leitores de todas as idades e culturas.
A comemoração ganhou este nome por conta de um elemento da trama de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Na série, um dos conselhos mais importantes presentes no guia é que o viajante nunca esqueça de levar uma toalha, um artefato simples e fácil de guardar que poderia ser a diferença entre a vida e a morte em uma viagem espacial. O guia, livro fictício de turismo intergalático, serve de referência para conhecer os milhões de planetas e raças habitantes do universo de Adams.
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Guia do Mochileiro das Galáxias (primeira edição inglesa)
Douglas Adams morreu jovem, com 49 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco fulminante. Mesmo ainda muito novo para o tamanho do sucesso atingido na literatura, Adams tem em seu currículo trabalhos com o Monty Phyton, scripts para a série Doctor Who da BBC, cinco novelas da série Guia do Mochileiro, incontáveis contos e crônicas ambientados no universo da série criada por ele, roteiros de jogos de videogame e o roteiro do longa que leva o nome do primeiro livro de sua série.
Para quem ainda não teve o prazer de conhecer os livros de Adams, sua mais famosa série é normalmente identificada como uma "trilogia de cinco livros". São eles O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy), O Restaurante no Fim do Universo (The Restaurant at the End of the Universe), A Vida, o Universo e Tudo Mais (Life, the Universe and Everything), Até Mais e Obrigado pelos Peixes! (So Long, and Thanks For All the Fish) e Praticamente Inofensiva (Mostly Harmless).
Fã inverterado de rock progressivo e da música dos anos 60 em geral, Adams recheava seus textos de referências a grandes nomes do rock sessentista. A música Blowin' in the Wind (de Bob Dylan), por exemplo, é um dos grandes elementos da trama da série. Referências ao Pink Floyd são constantes em todos os seus textos, graças à amizade entre Adams e David Gilmore, guitarrista da banda. Foi Douglas Adams, inclusive, que batizou de The Division Bell o disco do Floyd lançado em 1994.
E as referências não param por aí. Uma das naves onde viaja o protagonista Arthur Dent se chama Heart of Gold, nome de uma música de Neil Young. O computador de bordo desta mesma nave canta em uma situação a música You Will Never Walk Alone, grito de guerra da torcida do Liverpool até hoje. Arthur Dent chega a ouvir um disco do Dire Straits em um dos livros da série. Ele também encontra o rei do rock, Elvis Presley, em um jantar comentado no último livro da "trilogia". Em diversas situações, diálogos entre personagens acabam citando letras de músicas dos Beatles. E por aí vai.
Se você ainda não conhece o trabalho de Douglas Adams e a genial série Guia do Mochileiro, está perdendo uma das grandes aventuras da literatura do século XX. Perfeita para adultos, adolescentes e crianças, a história é uma odisseia inergalática que vai conquistar seu coração e ensinar alguns dos grandes segredos para se dar bem em qualquer canto do universo, um deles em especial: não entre em pânico.