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Três por três multicolor

27.07.2009 | 21:07 | Sabrina Duran

Jaqueline sem pose: cores ao natural

Jaqueline sem pose: cores ao natural

As histórias podem ser felizes ou nem tanto. Quase diametralmente contrárias se postas lado a lado num esforço didático. Feito esta história, preto no branco. Do lado feliz, três meninas, adolescentes e filhas de Jaqueline, gari que varre e oculta as folhas com lodo de Bogotá. Do lado nem tanto, três varões, também adolescentes e filhos da mesma Jaqueline. Quando fala das meninas, a gari relaxa o cenho - as moças não lhe dão trabalho. Mas quando parte para os varões, imobiliza a vassoura, apóia-se nela e me olha sem sorrir: estão perdidos, um, porque não estuda, outro, por drogas, e o mais novo (nem 15 anos ainda) vive na rua e dela não sai porque não quer. Mas o desalento não dura. Jaqueline pede um segundo e corre ao outro lado da rua em busca das folhas perdidas. Está feliz, Jaqueline? Pues si, claro! - enfática. Por quê? Porque há meus 6 filhos, tenho trabalho e casa. Assim é. Simétricas e preto no branco? Não. As histórias se completam por seus opostos, e são multicolores feito Jaqueline, que começa parda na vassoura que lhe sustenta, avermelha-se no uniforme e desemboca azul e translúcida nos olhos que, para efeitos de sobrevivência, ignoram o limitado preto no branco.

 

Tres por tres multicolor

Las historias pueden ser felices o ni tanto. Casi el mismo diámetro si puestas codo a codo en un esfuerzo didáctico. Así como esta historia, clara como el negro sobre blanco. Del lado feliz, tres niñas, adolescentes e hijas de Jaqueline, barrendera que barre y oculta las hojas enlodadas de Bogotá. Del lado ni tanto, tres varones, también adolescentes e hijos de la misma Jaqueline. Cuando habla de las niñas, la barrendera relaja el ceño - las mozas no le dan trabajo. Pero cuando parte para los varones, inmoviliza la escoba, se apoya en ella y me mira sin sonreír: están perdidos, uno porque no estudia, otro por drogas, y el más joven (ni 15 años aún) vive en la calle y de ella no sale porque no quiere. Pero el desaliento no dura. Jaqueline pide un segundo y corre al otro lado de la calle en búsqueda de las hojas perdidas. ¿Está feliz, Jaqueline? ¡Pues sí, claro! - enfática. ¿Por qué? Porque están mis 6 hijos, tengo trabajo y casa. Así es. ¿Simétricas y negro sobre blanco? No. Las historias se completan por sus opuestos, y son multicolores así como Jaqueline, que comienza parda en la escoba que la sustenta, se enrojece en el uniforme y desemboca azul y translúcida en los ojos que, para efectos de supervivencia, ignoran el limitado negro en el blanco.

Tradução: Carlos Paz 

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