São dez da manhã. O céu está nublado e não se vê quase nada no horizonte. O clima, ameno, indica possibilidade de o sol aparecer. E, na piscina do hotel em Itatiaia (RJ), Diane Koth se prepara para posar nua pela primeira vez. Faz prova de roupa, que, nesse caso, são pequenas calcinhas, shorts e poucas blusas. Experimenta uma calcinha estilo fio dental, outra roxa e transparente, vira de costas, olha o bumbum no espelho e gosta do que vê. Sem vergonha, tira as pequenas peças com a mesma facilidade que as coloca. Ninguém sabe onde ela está ou o que está fazendo. Nem seu pai, nem sua mãe. Ela não é de dar satisfação. Diane é modelo desde os 12 anos. Independente, ia aos testes sozinha na adolescência. Esperta, já se prevenia contra o assédio. “Eu levava um gravador comigo na bolsa e deixava ligado. Se o cara fizesse alguma proposta indecente, eu mostrava a gravação pra ele e pegava o trabalho de qualquer jeito”, diz.
Hoje, aos 23, posa nua numa boa. “Me senti muito à vontade. Até me surpreendi. Em casa vai ser tranqüilo, mas lá no bairro vão me zoar. Meus amigos sempre perguntam quando é que vou sair pelada”, diz, rindo.

Papo-firme
Bisneta de alemão – de onde vieram os olhos estupidamente azuis – e com um pé materno na Itália, Diane é nascida no Carrão, zona leste de São Paulo, e hoje vive na Vila Formosa, mesma região. O rosto sempre impressionou as pessoas, e vira e mexe era chamada para fazer testes. “O primeiro comercial que fiz foi o do Push Pop [aquele que você empurra com o dedo e sai o pirulito], aos 12 anos. O pessoal enchia meu saco na escola e eu não gostava nem um pouco. Dizia que não era eu no comercial”, recorda.
A baixa estatura – 1,64 m perfeitamente distribuído graças a muita malhação – limitou a possibilidade de desfilar em passarelas, e Diane, hoje modelo da Elite, vive de publicidade. Tanto que está indo passar uma temporada no México, onde, diz, “tem mais testes, oportunidades”. E, apesar de um pouco de receio, “vai se jogar”. Mas sua vontade mesmo é fazer filmes, talvez novelas, estar em frente às câmeras. Já fez um curso de interpretação e quer uma chance: “Fiz um teste na Record, passei na primeira seleção, e não me ligaram ainda”, diz. “Mas quero estudar mais, entrar na televisão ‘firmona’”, completa.

Um tapinha não dói?
“Você tem algum problema para falar de sexo?”, pergunta a repórter, antes de perceber que Diane adora falar a respeito. Assim como adora praticar: “Não vivo sem”, garante. Mas nada de transar com qualquer um. Tá bom, até pode acontecer, se rolar uma química boa, essas coisas, mas Diane prefere acionar algum ex quando está muito necessitada. “Com intimidade é mais gostoso”, explica.
A virgindade Diane perdeu aos 13, com um namoradinho com quem ficou por mais quatro anos, e aprovou a experiência. “Minha mãe não pode saber, eu era muito nova!”, fala, fingindo sotaque baiano, como fez várias vezes durante a entrevista. Recém-separada após um namoro de um ano e meio, é ciumenta confessa. “Sou muito impulsiva, faço as coisas sem pensar. Se tenho vontade de ficar com alguém, fico, namorando ou não. Por isso minha desconfiança em relação ao cara”, diz a modelo, que, ao ser questionada se já rolou sexo com uma terceira integrante, solta: “Se meu namorado quisesse transar comigo e com outra, eu matava ele! Imagine ver seu namorado transando com outra mina?”, esbraveja.
A atitude honesta continua quando fala dos homens. Não suporta os muito musculosos, não gosta de caras tímidos e muito menos dos que usam xaveco tosco para abordar na balada. “Se o cara quiser tentar ficar comigo, tem que chegar trocando idéia. Até mesmo porque eu gosto de conquistar. E tem outra, quando vejo que conquistei, perde a graça”, avisa.
Para complementar a lista de suas preferências e predicados, Diane gosta de levar uns tapas de leve, de fazer striptease, de transar em lugares públicos, de ficar por cima e de ouvir umas palavras mais abusadas ao pé do ouvido, nada muito grosseiro”.

Coord. Geral Adriana Verani Produção Marina Manzoli Estilo Marcio Vicentini Produtor Moda Flaminio Make/Hair Eliezer Lopes/Glloss MGT Assis. Foto André Santos Créditos Moda Jack Vartanian/Fox Ladi/Bob Store/acervo pessoal
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