Você estava ansioso para entrar? Acha que ia bem se entrasse?
Acho que sim. Mas para mim estava tudo bem, só estar ali... Um dia o Romário disse numa entrevista que queria jogar com três atacantes: ele, o Bebeto e eu. Aí vieram me perguntar e eu fiquei em cima do muro, “Quero jogar, mas tá tudo bem”. No dia seguinte o Romário me deu um esporro: “Vem cá, você quer jogar ou não? Então fala que quer jogar e foda-se” [risos].
O Romário fala que é melhor que você no posicionamento na área. Concorda?
Qualquer comparação assim é complicada. Não fico me comparando.
Seu defeito é o cabeceio?
Eu sempre disse que era defeito, mas não sei se é defeito. É um recurso que usei menos, mas fiz muitos gols de cabeça. Eu não vou bem quando tenho de subir junto com o zagueiro, na disputa, não sei por quê. Sei lá se é medo de bater a cabeça.
Na Holanda você já fez uma primeira operação no joelho?
Foi uma besteira, uma raspagem de um ossinho da canela, que tinha crescido mais que o crescimento natural. Fiquei bom em um mês.
Sempre dizem que crescimentos como o seu foram com “bomba”. É verdade?
Nada. Nem dá para enganar, há exame o tempo todo. O que eu fiz foi comer bem e muito exercício. Os caras falam sem fundamento.
Dizem que os jogadores de hoje são muito festeiros, não treinam etc.
Não é verdade. Se eu não cuidasse do meu corpo, não teria trabalhado tanto para me recuperar das lesões. Não teria força, agilidade.
Você sempre se preocupou em combinar força com arte?
Sempre. A velocidade, por exemplo, você tem ou não tem. Mas a força você pode adquirir. E eu fui adquirindo.
O que tem em Barcelona que Maradona deu show lá, Romário, você, Rivaldo, Ronaldinho...?
É... Barcelona é uma cidade incrível, que inspira. O clube também.
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