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Na escola você foi até onde?
Completei o primeiro grau no sufoco, lá em Belo Horizonte, já jogando no Cruzeiro. Eu jogava no júnior, treinava no profissional, e as pessoas começaram a me conhecer já. Eu ia para a escola pública ao lado da Toca da Raposa e os colegas me conheciam.
Sempre achei que você fosse mais ligado à sua mãe, mas você também é bem ligado ao seu pai, não?
Sou, muito. É que eles se separaram quando eu tinha 8, 9 anos. Mas meu pai é que ia sempre aos jogos, a mãe só de vez em quando.
Você também diz que ele gosta de ler muito. Você gosta?
Não como ele. Meu pai é maluco por livros, ele lê o dia inteiro. Gosta do Machado de Assis, por sinal. Conta que eu nasci em Itaguaí, onde se passa a história O alienista.
Por que você nasceu lá?
Porque naquele fim de semana o médico da minha mãe estava de plantão em Itaguaí, então meu pai pegou o carro e a levou até lá.
Como foi chegar ao Cruzeiro? O clube pagou US$ 50.000 pelo passe inteiro?
Não, por metade. A outra metade era do Alexandre [Martins] e do Reinaldo [Pitta].
Eles já eram seus empresários?
Eles que me compraram do São Cristóvão por US$ 7.000.
Você fala bastante com o Martins e o Pitta?
Faz algum tempo que não falo com eles, mas continuo falando, não brigamos nem nada. Eles precisaram deixar de ser meus empresários, mas entenderam isso.
Por causa das acusações (de lavagem e remessa ilegal de dinheiro ao exterior)?
É, mas eles negam tudo. Eu fiquei surpreso, mas acredito neles. Eles são do bem, sempre foram corretos comigo, nunca me roubaram.
Sua estréia no profissional do Cruzeiro foi em 1993?
Isso, numa turnê não me lembro em que país, acho que em Portugal. O treinador era o Carlos Alberto Silva.
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