| Você acorda, toma um chimarrão, olha pro lado e
uma das modelos mais deslumbrantes do mundo está ali,
pronta pra passar o dia com você. Prepare-se: para agradar
a moça, é bom ter um quê de jogador. Não,
não se trata de saber como se portar numa mesa de Texas
Holdem em Las Vegas ou de bacarat em Macau. Se você souber
jogar canastra, ande cinco casas. Sim, um dia ideal para Ana Claudia Michels não tem nada a ver com a badalação de Nova York, sua casa por seis anos, ou com aproveitar o refinamento de Paris e Milão. Bom mesmo é o aconchego da família em Joinville, Santa Catarina, de preferência ao redor de uma mesa de feltro verde. “Lá em Joinville, nós acordamos, tomamos um chimarrão e jogamos umas duas ou três partidas de canastra. Tomamos o café-da-manhã e jogamos mais. Almoçamos e continuamos. Normalmente aparece alguém e já entra no campeonato. E vai a família inteira.” Canastra à parte, a modelo descendente de alemães, que nunca mudou uma vírgula em seu corpo esguio, é família demais. Em São Paulo há dois anos, desde que voltou de Nova York, sempre que pode pega seu carro, seu cachorro Rocco e se manda para o Sul. “Adoro pegar estrada. Hoje em dia a BR está difícil, mas eu vou sempre bem devagar.” É o jeito de aproveitar a calma de Joinville, descansar do mundo da moda e estar perto dos pais. “Eles vêm a São Paulo só uma vez por ano e detestam a cidade, as malas ficam até perto da porta”, ri. Esse apego à família é justificado. Tímida, bastante reservada, Ana Claudia saiu de sua cidade natal para São Paulo com apenas 14 anos, descoberta pela agência Mega. “Fui fazer um curso de boas maneiras em Joinville, daqueles que ensinavam a gente a andar de salto. Na formatura, queriam duas modelos para fazer um desfile numa cidade próxima. Chamaram uma menina e eu, e tudo começou.” ESTRANGEIRA Bem antes de virar a top que acostumamos a ver nos catálogos da Victoria’s Secret e nos anúncios da Calvin Klein, comeu muitas migalhas do pão que o diabo amassou – afinal, o pão todo engorda... “Tenho péssimas lembranças desse começo. Outro dia meu irmão encontrou uma fita de vídeo com a primeira vez que fui ao Japão e a Nova York. Eu tinha 15 anos. Me deu uma angústia ver aquilo, porque não foi legal. Tem meninas que sonham com isso desde pequenas, e aí é mesmo deslumbrante. Para mim, eu estava mesmo com medo, queria voltar para casa, não tava pronta para isso.” Pensou em desistir? “Era uma oportunidade, eu não podia dizer não. Mas não via aquele glamour da modelo que hoje existe. Naquela época, não tinha Gisele [Bündchen]. Queria ser miss, não modelo.” Foram dois anos até se transformar na überdeusa que conhecemos. “Para um negócio que eu não queria fazer foi tempo demais, eu penei um pouquinho.” Quem a vê linda nas fotos não imagina o quanto de isolamento havia entre a modelo e o mundo da moda. Embora defenda que Nova York foi um acerto e que é mais fácil viver por lá do que em Paris ou Milão por ser uma cidade mais cosmopolita, nunca chegou a se adaptar. “Não me habituava no exterior, morria de saudades de casa, chorava direto. Só fiz amizade com brasileiros. Tinha um bode das pessoas, fazia o trabalho sem falar nada e ia embora. Fora que o clima, a comida, é tudo bizarro.” DONDOCA De volta ao Brasil, foi morar num belo apartamento em Higienópolis e resolveu cair na balada. “Deslumbrei total. Saía todo dia, já passou também.” Um pouco porque há dois anos Ana Claudia namora o modelo Franco. “Agora que eu acalmei aqui, ele está viajando muito para fora. Mas eu não sou possessiva nem ciumenta. Esse é o momento dele e, sempre que dá, a gente se encontra aqui ou em Nova York.” Sozinha em SP, Ana Claudia diz ter uma vida de dondoca. “Vou para a academia de manhã fazer musculação e correr, vou para o salão fazer a mão, cuido das contas da minha empresa e voltei a estudar, para me preparar pra quando parar de trabalhar como modelo.” Neste ano, ela termina um curso supletivo, mas faz tudo em casa. “Eu estou levando uma surra, minha cabeça não é mais uma esponjinha. Dá um sono, fico tomando café. Quando fui à aula, fiquei morrendo de vergonha porque sou modelo, as pessoas olham mais.” A fama incomoda? “Não, mas não me acho tão famosa. Às vezes alguém me reconhece, mas tem gente que chega e diz: olha, você que é a Mariana Weickert?”, gargalha. Quem pensa que, como outras modelos, a ambição de Ana Claudia passa pelo mundo da moda ou pela televisão, vai tomar um susto. A moça quer mesmo é ser médica. “Adoro coisas de saúde, de nutrição. E adoro ver sangue, quando alguém se machucava eu era sempre a primeira a ir ver, cuidar.” Já dá para imaginar o tamanho da fila no consultório da dra. Michels. Coordenação geral Jadi Stipp Produção Bia de Luca Estilo Bianca Bertolaccini Make/Hair Cecília Macedo Assistente de fotografia André Katapodis Tratamento de imagem Galan Megapixel Créditos Moda Accessorize (11) 3812-6110 Adriana Degreas (11) 3333-3331 Adoramores adoramores@yahoo.com.br Brechó Minha Avó Tinha (11) 3865-1759 Body Jam (11) 3661-5601 Carmim (11) 3088-0559 contém 1g (11) 3665-6500 Depósito de Meias São Jorge (11) 3311-7400 Despi (11) 3083-2712 Elisa Stecca (11) 3085-7514 Fazendo Onda (11) 3088-3957 Garrafa de Rolha (11) 3871-2258 Louis Vuitton (11) 3841-4280 Lutecia (11) 3051-4008 Thaís Gusmão (11) 3061-3874 Agradecimentos Especiais Txai Resort www.txai.com.br (11) 6858-7777 Cristiano, Maurice Padovani e Renato Guedes Filho |