| Como não podia ser diferente, uma das mais importantes empresas brasileiras de games começou como brincadeira. Chamava-se Guimo: o primeiro jogo em plataforma (no mesmo estilo dos jogos do Mario Bros.) criado no Brasil. Somem-se quatro anos na incubadora de empresas da UFRGS desenvolvendo tecnologia para fazer jogos 3D, e eis o Southlogic Studios. “Entrar nesse ramo é muito difícil: é muito competitivo”, analisa Christian Lykawka, fundador e presidente da empresa porto-alegrense. “Mas o Brasil tem uma vantagem: o custo de desenvolvimento aqui é bem menor”, diz. Como o mercado interno
é pequeno demais para se levar em conta, a totalidade dos projetos é para o mercado externo. A Southlogic faz do desenvolvimento completo do game ao desenho de personagens e cenários, ou mesmo somente a conversão de plataformas (de Playstation, console da Sony, para Xbox, da Microsoft, por exemplo). “A probabilidade de desenvolver jogos para o Brasil é bem baixa”, afirma Christian, “porque nenhum dos consoles de última geração foram lançados aqui: só resta pirataria e importação”, critica. Ainda assim, proliferam jogadores por todos os cantos do país. “No fim das contas, as pessoas querem jogar... nada vai impedi-las”, teoriza Christian. “A informação é livre, por natureza. A pirataria acontece para equilibrar esse processo de uma maneira não muito saudável”, conclui. |
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