E as tais oito horas que, em geral, são necessárias para acordar renovado? “Essa média é determinada geneticamente e está relacionada ao metabolismo humano”, diz Alóe. “Mas sofre interferência do meio ambiente e dos costumes.” Exceções, no entanto, existem: de 3,5% a 4,5% da população dorme menos de cinco horas e funciona bem ao longo do dia; e de 1% a 2% precisa dormir entre dez e 12 horas. “A qualidade do sono está ligada não apenas ao número de horas, mas também ao fato de dormirmos a quantidade adequada de todas as fases do sono”, explica Dalva.

E é possível repor as horas de sono perdidas, o famoso “tirar o atraso”? Segundo os especialistas, é comum as pessoas passarem a semana dormindo menos do que devem e compensarem no fim de semana dormindo por dez, 12 horas seguidas. “O cansaço acumulado estende o sono até um limite, mas as horas perdidas foram perdidas”, diz Alóe. “O dano ao organismo já foi feito.” Milhões e milhões de habitantes deste planeta mantêm esse ritmo e, muitas vezes, acreditam cegamente que dormir é apenas um período inútil da nossa existência que desperdiçamos ficando de olhos fechados na horizontal. Se você se encaixa nesse perfil e vive em busca do sono perdido, aqui vai uma dica: comece a pagar um bom plano de saúde.

Homo “insone” sapiens
Veja o que a privação constante de sono pode provocar no seu corpanzil: 

Memória e aprendizado: estudos mostram que aprende melhor e lembra mais facilmente quem dorme bem. Pior o sono, maior a dificuldade para arquivar informações.

Humor: durma melhor e sorria mais. Além disso, quem não passa muito tempo na cama tem maiores chances de desenvolver depressão.

Coração: dormir reduz os batimentos cardíacos e a pressão arterial em cerca de 10%. Se você dorme mal talvez não experimenta essa redução, o que pode te deixar mais vulnerável ao derrame, à angina (dor no peito), à insuficiência cardíaca e ao infarto.

Crescimento: sono profundo contribui para uma maior secreção do hormônio do crescimento, o GH. Ele turbina a altura, a massa muscular e a renovação de células e tecidos durante a infância e a adolescência. Na fase adulta, o hormônio deixa de ter efeito sobre o crescimento, mas continua a desempenhar os outros papéis importantes.

Sistema imunológico: falta de sono pode reduzir a capacidade de lutar contra infecções. Isso porque, enquanto dormimos, o corpo produz citocinas, proteínas que fazem a “comunicação” entre as células do nosso sistema de defesa.

Diabetes: alterações no sono afetam o controle dos níveis de açúcar no sangue e aumentam o risco de desenvolver diabetes (excesso de açúcar circulando no organismo).

Obesidade: quer emagrecer dormindo, como anunciam pencas de spams diários? Então durma bastante – isso já é suficiente. Dezenas de pesquisas já comprovaram que quem dorme menos engorda mais.



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