Os dados a seguir podem
ser mera curiosidade para você — mas
têm levado muita gente
a uma mudança de postura
em relação ao
consumo de carne. Vejamos:
1. O rebanho bovino no mundo
todo cresceu cinco vezes em
50 anos e hoje soma 6 bilhões
de cabeças. Há um
boi para cada pessoa e todos
serão abatidos um dia
2. A criação
de gado é responsável
pelo desmatamento de 93% da
mata atlântica, 80% da
caatinga, 50% do cerrado e
18% da Amazônia
3. Há 35 milhões
de cabeças de gado na
Amazônia, que tem 22
milhões de habitantes.
Os bois pastam hoje onde ontem
havia floresta
4. 70% das emissões
de metano no Brasil são
provocadas pelo processo digestivo
dos ruminantes
5. Quem come acima de 160
gramas de carne vermelha por
dia têm 35% mais risco
de desenvolver câncer
de intestino em comparação
com quem ingere apenas uma
porção por semana
(Fontes: Instituto Nina Rosa,
Food and Agriculture Organization,
Embrapa e National Cancer Institute)
Quantas pessoas abandonam
a carne por algum dos motivos
acima? Poucas, ao que parece.
Em 2003, apenas 4% dos norte-americanos
declararam-se vegetarianos
em uma pesquisa feita com 11
mil pessoas pela rede CNN.
Os verdadeiramente vegans,
que não consomem nenhum
produto de origem animal, somavam
apenas 0,2%. Para os que abandonam
a carne, pesa primeiro a questão
da saúde (apontada por
32% dos “vegês”),
o respeito pelos animais (21%)
ou a preocupação
com o ambiente (4%). É interessante
que a principal razão
apontada, a saúde, seja
hoje a mais questionada do
ponto de vista médico.
Drauzio Varela, em sua coluna
na Folha de S.Paulo, afirmou
que “Até hoje
a ciência não
conseguiu provar que dietas
ricas em gordura animal provoquem
ataque cardíaco ou encurtem
a duração da
vida”.
Quarenta mil anos atrás,
antes que houvesse agricultura,
o homem comia o que caçava,
pescava ou coletava. O pastoreio
foi fundamental para a civilização.
Hoje, a indústria da
carne traz embutida uma questão
ambiental alarmante devido
aos recursos naturais que consome.
Os métodos de engorda
e abate despertam justificados
sentimentos de compaixão — e
há vaca louca, febre
aftosa, gripe aviária.
Mas a agricultura de larga
escala, que usa pesticidas
e fertilizantes em abundância,
também não é um
mar de rosas.
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