Quem lê esse blog sabe que não sou dado a exaltar tecnologia, gizmos e gadgets. Mas um brinquedão lançado pela Canon me deixou com ferozes ímpetos de consumo. Eu PRECISO da nova 5D MRK II, a fotográfica profissional que em poucos meses já virou padrão para o futuro. A novidade é que a Canon 5D filma. E o neves não morreu por um motivo: finalmente levaram a filmagem a sério, e fizeram o óbvio. Juntaram o melhor dos dois mundos. A qualidade ótica e todas as sutis possibilidades das lentes profissionais, a alta resolução das fotos e todos os truques focais. Uma filmadora tradicional com esses recursos sempre custou fábulas em dólar. A 5D sai por 2500 dólares o corpo (sem lentes).
baixando o custo e dando literalmente movimento à fotografia, a Canon recriou a roda e abriu novas e largas possibilidades estéticas em cinema. E novos horizontes para cineastas em orçamentos de estudante interessados em sérios estudos em filmagem.
A prova é Keith Loutit. Há poucos meses ele tem uma 5D MRK II. E postou curtinhas bem simples que demonstram o que digo aqui. Com o diafragma aberto a distância focal reduz. Apenas uma curta linha na profundidade de campo está nítida. Acertou a velocidade para 2 quadros por segundo na captação. Exibe a 30q/s, padrão de vídeo. Detalhes técnicos de lado, deu na perturbadora ilusão de que o mundo real captado em sua câmera é uma animação de minuatura.
A técnica chama-se Tilt-shift miniature faking. Simples pacas. Mas só vendo pra entender o que faz o já mestre de uma nova estética.




















