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Marcelo Mirisola, jovem escritor que é a antítese do estilo praia-parafina-reggae, dá a sua visão do universo do surf, num conto escrito especialmente para TRIP Sabe aquele gordinho de óculos que ficava no fundo da classe cobiçando as menininhas que seus colegas surfistas catavam? Pois é: cresceu e virou um puta escritor. Assim como o cartunista norte-americano Robert Crumb, Marcelo Mirisola não demonstra o menor pudor em relatar suas mais profundas aversões e taras. Não dá pra falar que é um escritor realista: suas imagens nos assombram a cada parágrafo e o ritmo é total não-linear. Nunca se sabe o que vai acontecer na próxima linha. O efeito só poderia ser psicodélico e seus livros, uma longa e bizarra viagem pelos mais imundos porões da classe média brasileira - habitada por pensamento positivo, corpinhos malhados, setes de setembro, corretores de imóveis, pipocas murchas, prostitutas febris e muita, muita violência, narrada como na mais surrealista das histórias em quadrinhos. (Ronaldo Bressane) "Quando
tudo parece perdido e o emblema da pseudo-ajuda se fixa no peito do mercado
editorial, surge um novo escritor para tirar da apatia a literatura brasileira
de ficção" "MM
é um prodígio. Seus contos estão repletos de iluminações
súbitas, geradas pela aproximação inesperada e perturbadora
de imagens, situações e signos culturais" "Parece
Bukowski, literatura beat. Uma prosa bruta, meio instantânea. Tem
uma dicção própria e uma grande força, toda
particular" "Junto
com Fernando Bonassi, MM criou no Brasil um gênero novo: a literatura
suburbana. Sua |
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