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Até se poderia dizer que ela passava por um momento
feliz quando posou para as lentes do fotógrafo carioca
Ricky Ferreira, em fevereiro de 1970.
Em entrevista à TRIP, o fotógrafo Ricky
e o cantor Serguei, dois de seus cicerones brasileiros naquela
época, revelam a glória e o vexame de uma das
maiores cantoras de todos os tempos, que passou praticamente
despercebida em território nacional. Fez um obscuro show
num inferninho de Copacabana, foi expulsa de um hotel e quase
foi presa na praia, incidentes que a levaram a declarar à
revista Rolling Stone, depois da viagem:
"Se você tem cabelo comprido, te expulsam de um lugar
e nunca deixam entrar. Os tiras estupram as pessoas, colocam
cães no saco dos caras. O melhor mesmo foram umas noites
em que cantei com uns amigos num puteiro". Com vocês,
uma das poucas mulheres que, literalmente, peitaram a ditadura
Médici. O fotógrafo Ricky Ferreira hospedou Janis em
seu apartamento e foi seu guia por bocadas e baladas cariocas.
A seguir. ele relembra insólitas histórias regadas a muito Fogo
Paulista. |
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| Ela foi eleita o garoto mais feio do
colégio. Desde mocinha, enfiava o pé na jaca com
convicção: uísque, maconha, anfetaminas,
ácido, tabaco, vodca, cocaína, metadona, heroína
e biscoito com marmelada (como você vai descobrir
logo adiante). O único namorado fixo que teve morreu
no Vietnã. Ela arrancava as roupas no palco e costumava
reclamar que, depois de "fazer amor" com mil pessoas
num show, voltava para seu quarto e dormia sozinha. |
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| Quando veio passar o Carnaval no Rio de Janeiro,
para espantar o blues e dar um tempo na heroína
(que, na época, não existia por aqui), Janis Joplin
estava prestes a lançar sua obra máxima - Pearl,
disco lançado postumamente em 1971. Ela
morreria oito meses depois de sua passagem pelo
Rio, aos 27 anos - mesma idade em que Jim
Morrison, Jimi Hendrix e Brian Jones também se despediram
da Terra. |
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