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Na hora que você casar, assentar, você acha que vai mudar muito ou vai continuar suscetível a bater o olho em alguém e sentir tudo de novo? Cara, espero que mude [risos]. Aliás, o que tenho tratado muito na terapia é essa história do casamento. Não acredito muito nele. Mas, dentro de mim, eu tenho vontade de casar, de fazer uma família... São duas coisas muito opostas. Acho que vou mudar muito quando for mãe. Mais em relação à responsabilidade. Não que eu não seja responsável, mas acho que vou me tornar mais chata do que sou, em termos de exigência, sabe? Acho que, quando tiver um filho, não vou fumar o meu cigarrinho tomando o meu chope, como faço de vez em quando. Vou diminuir...
Estamos num momento confete porque saiu no jornal mais importante de comunicação que a Trip está entre as dez revistas mais admiradas do Brasil. Que papel teve na tua vida fazer os dois ensaios para a Trip? Materializa o que eu chamo dos princípios para mim e para a minha vida: conteúdo, qualidade e bom relacionamento. Claro que tem muito a ver com nossa relação, como admiro você como pessoa, e isso se estende à revista. Se você olhar um ensaio meu, verá que ele tem minha energia. Fui questionada, obviamente, por que fui fazer a Trip. Eu nem sei explicar direito. A melhor resposta que dou é: “Ah, fiz com 20 e com 25, agora vou fazer com 30.” [sorri]. Não dá para falar que é por dinheiro porque a Playboy, por exemplo, pode me pagar muito mais. O que acontece é que, nessas revistas masculinas, a sexualidade é muito óbvia e explícita. Na Trip não. Não faço cara de gatinha manhosa, em nenhum dos ensaios. Estou sempre contando uma história, dançando, olhando, não estou |
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com cara
de “ganhei um dinheiro, preciso excitar você”. Eu não gosto da obviedade. Gosto da sutileza. É aí que a Trip me encanta, posso fazer um trabalho belíssimo, com qualidade, sem ser vulgar.
Você se acha menos bonita hoje? Não, me acho mais bonita.
Como você controla seu equilíbrio físico? Eu tenho consciência do que como. Tenho uma dieta equilibrada. É claro que quero comer o meu doce, meu hambúrguer, e como, mas tenho uma alimentação muito rica em fibra, em fruta, tomo água pra caramba, me cuido e tal.
O que mudou fisicamente nesses últimos cinco anos? As coisas dão uma descida, né?[sorri]
Se 99% das mulheres fizessem exatamente o que você faz, comesse o que você come e bebesse o que você... Teria uma barriguinha. Outro dia dei uma declaração falando: “Cara, tenho a bunda que queria ter porque ela serve para sentar. Não posso ter a bunda igual a da Cicarelli porque ela é triatleta. Mas como não uso a minha bunda pra nada, está ótimo, ela me basta”.
O que você acha que as outras mulheres, que não têm a mesma sorte, poderiam fazer para relaxar um pouco com isso? Bom, primeiro acho que é mudar o padrão. É muito injusto pegar uma menina de 12, 13 anos, com 1,80 m de altura e fazer uma propaganda de cosmético querendo vender para uma mulher de 30. É preciso um mínimo de consciência para conhecer e saber que aquilo ali é uma publicidade, cheia de Photoshop.
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