 |
 |
 |
|
| |
O que mudou na sua vida da última vez que a gente conversou pra Trip, há cinco anos? Estou um pouco menos ansiosa, mais segura como pessoa e como profissional. O meu trabalho me traz uma segurança muito forte. Fazer Alice, o meu primeiro infantil, ter sido incrível e já estar no segundo [O Pequeno Príncipe], ganhando prêmio, me garante o respeito das pessoas. Na vida pessoal, fiquei um pouco menos ansiosa, amadureci um pouquinho.
E nos seus relacionamentos o que mudou? [Respira fundo] Pouco. Até porque sempre me deixo levar. Não é uma questão só de paixão, porque todas as relações que tenho não são essas paixões que duram dois, três meses, essa coisa mais sexual e fogosa. É uma coisa de encontrar a pessoa, bater o olho e já sentir na hora que desse mato vai sair coelho. Daí eu vivo a relação até o dia em que ela se esgota por si só. Antigamente, a minha relação era muito importante na minha vida e qualquer coisa que desse errado me desestabilizava por inteira. Não é mais assim. Tenho a segurança de que sou alguém, de que tenho amigos, de que tenho trabalho, independentemente de aquela pessoa me amar ou não. |
|
|
|
 |
|
|
| |
 |
 |
Talvez seja impressão, mas, há cinco anos, você era mais sexual. Os hormônios assentaram? É, acho que sim. Sexo é super importante na minha vida, mas me encaixo bem naquele perfil da mulher que chega uma hora e começa a ter preguiça, sabe? Pra mim vale aquela frase: “Mulher troca qualquer boa foda por uma boa conversa na cama”. Sinto falta de estar junto, abraçado, receber e dar carinho, conversar olhando nos olhos do outro... A melhor coisa pra mim é aquele momento cama-calcinha-de-bruço-conversando. Agora, não sei também se é porque nunca fiquei muito tempo sem, mas jamais sinto falta do sexo.
Você terminou há pouco tempo o namoro com o Dado Dolabella. Tá difícil falar sobre isso? Não, não tenho problemas. Eu estou vivendo uma coisa supernova, terminar um relacionamento gostando da pessoa porque a convivência não estava sendo positiva. É melhor para mim e para ele. Teve um começo de boemia, com roda de música, mas a coisa tem de ser mais substancial, ter uma base mais fixa. Eu sinto falta dele, mas graças a Deus a gente não só envelhece, amadurece também. Quero alguém que some. Se for para subtrair ou dividir eu prefiro ficar sozinha.
Como ficou na sua cabeça aquela gravidez que você perdeu? Essa história está guardada na minha caixinha de momentos difíceis, sabe? Foi o momento mais difícil da minha vida mesmo. Mas já digeri, já consegui aceitar que, se aconteceu, assim era melhor. E talvez não fosse o momento. Minha mãe que fala: “Deus sabe o que faz e a gente não sabe o que fala”. A gente passa por coisas que não compreende, mas que, um pouco mais pra frente, você consegue entender por que o destino colocou as coisas daquele jeito.
|
|
|
|
 |
| |
|
|