Neste exato momento em que você, leitor, degusta a Trip 144, a estrela destas páginas, Pamela Panichelli, deveria estar em plena lua-de-mel, bem longe dos teus olhos. A moça tinha casamento marcado para o dia 27 de abril, mas há pouco mais de um mês viu seu namoro de três anos desabar. Em vez de se enfiar em casa, entocar-se no edredom com o fim do relacionamento, a morena decidiu mostrar-se, mais do que nunca. Para nossa sorte, eis este 1,74 metro de mulher, em seu primeiro ensaio desnudo.
Toda essa volúpia explícita aqui tem só 19 anos. Mas foram 19 anos intensos. Pâ, como é chamada por amigos, beijou o primeiro cara aos dez, perdeu a virgindade aos 15. Neste mesmo ano saiu da casa dos pais definitivamente. Já amargou uma depressão e, olha que coisa, tentou se matar duas vezes.
Mas comecemos pelo começo. Pamela, você já deve desconfiar, é modelo. E sua trajetória na modelança não foi muito diferente daquela de tantas belas. Nascida no interior de São Paulo, na pequena Pitangueiras (não confundir com a praia de mesmo nome, no Guarujá), ela tentou a sorte na capital paulista aos 14 anos. Após alguns meses, voltou correndo — para os estudos e para o colo da mãe. Porém, meses depois, um olheiro fez bem seu trabalho. Pamela era linda demais. E embarcou ela para São Paulo, depois de um adeus ao namorado e de decidir que nunca mais moraria no interior.
A moça esguia não ficou muito tempo sozinha. Logo topou com seu segundo namorado (um empresário oito anos mais velho que ela), o mesmo que por pouco não levou a garota ao altar.
De uns meses para cá, o amor trocou de lugar com a rotina. Acordava cedo, deixava o terno “dele” pronto, perguntava o que “ele” queria comer. Pamela diz que sentia falta de elogios, de atenção, não se arrumava mais e ia para os testes com a intenção de não ser aceita. Ah, esses homens... “Fiquei deprimida. Um dia, bebi vodka e tentei cortar meu pulso.” Sorte do mundo, ela não conseguiu. “Eu fui sem dó, mas comecei a chorar e parei. Nem sei por que fiz isso, parecia que tinha alguém dentro do meu corpo.”
A relação acabou e a tristeza foi junto. “A separação parece ter sido o remédio. Agora estou superbem, voltei a ser o que eu era. Não penso nem de longe em me matar.”
Solteira, ela deixou para trás o apartamento do namorado e a cama de casal, e hoje dorme em um colchão de solteiro e divide um apartamento com dois gatos, dois cachorros e outros seis amigos. Um de seus cantos prediletos é a cozinha — adora as panelas e frigideiras. “Não sou uma daquelas modelos fissuradas, que só vivem de água, sucos e chás.” Pamela, creia, já foi chamada de “gordinha” em uma agência, que lhe passou uma dieta para seguir. Não digeriu bem: “Regime? Nunca! Eu não sou cavalo para comer só alface!”.
Seus sorridentes lábios grossos dizem que sua dona não é bonita. Mas que sabe o quanto é sexy. “Às vezes tenho vontade de me esconder quando as pessoas me olham demais.” Sempre teve corpão, mas se pudesse mudaria tudo — lipo, colocava silicone. Vê se pode... Sua única “intervenção” foi uma plástica na orelha — cansou de ser chamada de “rato branco” pelos seus dois irmãos.
Dois também foram os homens com quem transou até hoje. No dia D, depois de um ano e meio de namoro, ela conta ter seguido à risca os conselhos maternos. “Eu não deixei ele pôr a mão em nada. Minha mãe falava que, se ele colocasse as mãos no peito ou na bunda, tudo caía! Coitadinho, né?”
Mas logo a garota relaxou bem. Teatral e cheia de fantasias, ela confessa que “queria transar com mais de um homem ao mesmo tempo”. “Entre quatro paredes sou livre. Gosto de me fantasiar, de fazer caras e bocas, de colocar na cadeira e falar: ‘Você é meu, deixa que eu te domino’.”
Intensa que é, na tristeza e na alegria, não gosta de homens calados e não quer saber de nada morno. “Eu gosto que me aperte no sexo, não gosto de sexo que deixe a desejar, de fazer por fazer. Tem que saber pegar”, diz a moça, que confidencia já ter usado “brinquedinhos” como algemas e chicote. Então repara: em outros momentos, ela diz sentir falta de boas conversas. “Homem tem de ser inteligente. Não me interesso por homens que não têm diálogo. Viro as costas e deixo falando sozinho!” Anotaram? Agora, caprichem.
Coordenação de produção Kika Paulon estilo Babi Khadur assistente de foto Jaime Pilnik make/hair Paulo Ávila (BLZ) Créditos moda: Blue Girls por Adriana Degreas (11) 3333-3331 Brechó Troço sem Traça (11) 3812-1367 Cia. Marítima (11) 4512-8000 Constantine (11) 5042-2760 Fetish Doc Dog (11) 3081-3089 Maine (11) 3031-3670 Maria Lô (11) 3031-6308 Morana (11) 5535-5343 NuLuxe 0800-238358 Revelateurs (11) 5561-9552 ShoeStock (11) 5044-4513 Simone Mercês (11) 3081-3896 Valisére (11) 4512-8000 Vida Bandida (11) 3081-3700 Von Doutch (48) 3333-1056
Locação: apartamento dos arquitetos Lua Nitsche (cel.11 9974-4213 / escritório 11 3088-4160 / e-mail lua@nitsche.com.br) e Vinicius Andrade (cel. 11 9228-6864 /
escritório 11 3257-3293 / e-mail vini.andrade@uol.com.br)
|